
O Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril de 2026, entrou para a história da Saúde Coletiva brasileira com um marco: a regulamentação da profissão de sanitarista. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por meio do Decreto nº 12.921/2026, que regulamenta a Lei nº 14.725/2023 e estabelece as diretrizes para o exercício profissional no país.
A medida representa um avanço significativo para o reconhecimento institucional dos sanitaristas, profissionais fundamentais na formulação, gestão e avaliação de políticas públicas de saúde, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O decreto define que o registro profissional será realizado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, consolidando um passo essencial para a organização da categoria .

Durante a cerimônia que ocorreu na ENSP FIOCRUZ do Rio de Janeiro, um momento simbólico marcou a conquista: a entrega das primeiras carteiras de registro profissional de sanitarista. Entre as pessoas homenageadas estavam Cecília Minayo, ex-presidente da Abrasco e editora da revista Ciência & Saúde Coletiva, além das pesquisadoras Indyara de Araujo Morais e Isadora Campos, representando a trajetória coletiva de luta da área.
O evento contou também com a presença das professoras Isabela Cardoso e Liliana Santos, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA (ISC/UFBA), reforçando a participação ativa da instituição nesse momento histórico para o campo da Saúde Coletiva.

A regulamentação é resultado de anos de mobilização de entidades, pesquisadores, docentes e estudantes comprometidos com o fortalecimento da Saúde Coletiva no Brasil. Trata-se de uma vitória construída a partir do engajamento político e acadêmico em defesa da vida, da equidade e do direito universal à saúde. Para o campo da Saúde Coletiva, o reconhecimento da profissão reafirma a importância estratégica desses profissionais na consolidação e no aprimoramento do SUS. Ao mesmo tempo, abre caminhos para maior valorização, inserção qualificada no mercado de trabalho e fortalecimento da identidade profissional dos sanitaristas.
A conquista também dialoga diretamente com o papel histórico de instituições como o ISC/UFBA, que há décadas contribui para a formação de sanitaristas e para a produção de conhecimento crítico no campo da saúde pública.
Mais do que um avanço normativo, o registro profissional simboliza uma vitória política e social. Como destacam representantes da área, trata-se da materialização de um sonho coletivo construído com muita mobilização, negociação e compromisso com o SUS.
Viva o SUS. Viva a Saúde Coletiva.






