Será realizado no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), no dia 22 de maio, o seminário “Feminicídio em Debate”, reunindo ativistas, movimentos sociais, estudantes, representantes de instituições públicas  e pesquisadoras para discutir os desafios contemporâneos no enfrentamento ao feminicídio no Brasil.

O evento emitirá certificação e acontecerá das 10h às 12h e das 14h às 17h, no auditório do ISC/UFBA, presencialmente no turno matutino, com vídeo disponibilizado posteriormente no canal  https://www.youtube.com/@labvideoisc e, em formato híbrido pela tarde, com transmissão através do mesmo canal. A atividade ocupará, pela manhã, o espaço da sessão científica Saúde Coletiva em Debate e integra as mobilizações do mês de maio em defesa da saúde e da vida das mulheres.

Organizado pelo GTFEM – Coletivo de Enfrentamento ao Feminicídio na Bahia e pelo Programa Integrado em Gênero e Saúde (MUSA/ISC-UFBA), o seminário propõe reflexões sobre os impactos da violência feminicida, os desafios institucionais e jurídicos para o enfrentamento do problema e as estratégias construídas por movimentos feministas, pesquisadoras e organizações sociais.

A programação da manhã contará com a mesa “Feminicídio no Brasil: entre leis, números e vozes”, coordenada pela Profa. Ana Paula dos Reis (MUSA/ISC), reunindo Greice Menezes (MUSA/GTFEM), Thágila Tainá Rodrigues (NUDEM/Defensoria Pública do Estado da Bahia) e Vilma Reis, da Coletiva Mahin, do Levante Feminista contra o Feminicídio e do GTFEM.

Já no período da tarde, será realizada a mesa “Estratégias de Enfrentamento ao Feminicídio: a experiência do Rio Grande do Sul”, coordenada pela Dra. Maria José Araújo (GTFEM), com participação da jornalista e pesquisadora Télia Negrão, integrante do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulher e Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e de Thais Pereira Siqueira, coordenadora do Observatório de Feminicídios Lupa Feminista.

O seminário também dialoga com o Dia Internacional de Luta pela Saúde das Mulheres e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, celebrados em 28 de maio. Nesse contexto, o GTFEM destaca a compreensão ampliada de que mortes maternas e feminicídios, ambos potencialmente evitáveis, refletem desigualdades estruturais de gênero, raça e classe, expressando formas históricas de violência contra as mulheres e negligência institucional.

Abrigado no ISC/UFBA, o GTFEM é um coletivo autônomo, feminista e antirracista, composto por mulheres ativistas e pesquisadoras que atuam na incidência política e na defesa de estratégias de enfrentamento ao feminicídio e às múltiplas violências de gênero.

Inscrições pelo link:   https://forms.gle/Ki7RbL1SFEfLbQbR6