Por Camila Pessoa.

A professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) Erika Aragão colaborou para a reportagem “Setores público e privado de saúde buscam estratégias rumo ao equilíbrio econômico-financeiro”, do Valor Econômico. Ela é uma das especialistas em Economia e Saúde Coletiva do Programa Integrado de Economia, Tecnologia e Inovação em Saúde (PECS).

Em entrevista à repórter Simone Goldberg, Erika falou sobre a necessidade de aumentar o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à saúde pública, destacando a disparidade entre os investimentos do Brasil e de outros países que possuem sistemas de saúde universais. Enquanto o Brasil destinou 4,3% do PIB à Saúde em 2024, “na Espanha, por exemplo, o percentual público foi próximo de 7% do PIB”, ressaltou a especialista, na reportagem. Os  dados são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Erika também avaliou o piso de 15% da Receita Corrente Líquida (RCL) destinado para a Saúde, restituído com a substituição do teto de gastos pelo arcabouço fiscal, em 2023. Para ela, esse é investimento mínimo para a sustentação do SUS, mas está sujeito a queda em períodos de recessão. Por isso, defende que a destinação dos recursos seja vinculada a indicadores que reflitam as necessidades do país, “como o percentual da população idosa, por exemplo”, não à arrecadação.

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