*Por Camila Pêssoa
Uma pesquisa do Programa Integrado de Economia, Tecnologia e Inovação em Saúde (PECS), do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA (ISC/UFBA), foi destaque na reportagem “SUS: as desigualdades no acesso à Atenção Básica“, do boletim especializado Outra Saúde.
O estudo chama-se “Avaliação e monitoramento da eficiência da atenção primária à saúde dos municípios brasileiros” e tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O trabalho é fruto de uma colaboração entre Hugo de Cerqueira Melo, bolsista de Iniciação Científica e graduando em medicina, e o pesquisador do PECS Rafael Barros.
Os pesquisadores investigaram os dados sobre APS dos últimos dois anos (2024-2025). A APS é aquele primeiro contato com o sistema de saúde, quando o profissional busca entender as queixas e, quando necessário, encaminha o paciente para outros atendimentos mais especializados.
A pesquisa identificou que, em 2025, os municípios brasileiros com menor vulnerabilidade social apresentaram 65,6% mais atendimentos de médicos na Atenção Primária à Saúde (APS), para cada 100 mil habitantes, em comparação aos aos municípios com maior vulnerabilidade. Enquanto isso, o movimento inverso é observado nos atendimentos da enfermagem, com 22,75% mais atendimentos nos municípios de maior vulnerabilidade







