O Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) realizou, no dia 11 de março, a sessão de abertura da nova turma do Mestrado Profissional em Saúde Coletiva, com área de concentração em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde e ênfase em Monitoramento e Avaliação em Saúde.
A abertura marcou o início do processo formativo de 32 profissionais de diferentes regiões do Brasil, que atuam em serviços e na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa faz parte do Programa de Formação Avançada em Saúde Coletiva com área de concentração em Monitorameto e Avaliação em Saúde e é fruto de uma parceria entre o ISC/UFBA, a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS), por meio do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Dados e Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), além da colaboração com instituições como a Fiocruz Brasília e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB).
A mesa de abertura contou com a participação da diretora do ISC/UFBA, Joilda Nery, da diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, da coordenadora-geral de Monitoramento e Avaliação em Saúde do Ministério da Saúde, Alessandra Dammer, representando a secretária de Informação e Saúde Digital Ana Estela Haddad, do subsecretário de Saúde da Bahia, Paulo José Bastos Barbosa, representando a secretária estadual Roberta Santana e das coordenadoras do curso, Profa. Monique Esperidião (coord) e Profa. Isabela Pinto (vice).

Durante a cerimônia, a diretora do ISC destacou a importância da formação continuada para o fortalecimento do SUS e a trajetória do Instituto na produção de conhecimento e cooperação técnica em saúde coletiva.“Para nós do Instituto de Saúde Coletiva é uma grande alegria receber profissionais que atuam em diferentes segmentos do SUS. O mestrado profissional fortalece a formação continuada e contribui diretamente para qualificar os serviços e políticas de saúde”, afirmou Joilda Nery.
Representando a Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio ressaltou o papel estratégico da cooperação entre universidades, instituições de pesquisa e gestores públicos na qualificação dos trabalhadores do sistema de saúde. “O mestrado profissional é um espaço de articulação entre instituições e serviços. Cada atividade desenvolvida aqui tem repercussão direta nos territórios e nos serviços de saúde”, destacou.
A coordenadora do curso, professora Monique Esperidião, enfatizou que o programa busca fortalecer uma rede nacional de profissionais qualificados para atuar no monitoramento e na avaliação de políticas e programas de saúde. Para Monique, para esta turma de mestrado profissional, o foco no Monitoramento e Avaliação representa o compromisso com a produção de evidências que orientam a tomada de decisão e o aprimoramento das políticas de saúde. Dominar essas ferramentas permite compreender os processos e lançar um olhar para o dia a dia das políticas, programas e dos serviços de saúde com mais clareza, identificando o que precisa ser ajustado e o que está trazendo resultados positivos.
Nesse sentido, Alessandra Dammer destacou que o Ministério da Saúde tem identificado, em diagnósticos realizados nas macrorregiões brasileiras, uma grande necessidade de profissionais qualificados para trabalhar com informação, monitoramento e avaliação em saúde, especialmente no contexto da transformação digital do sistema de saúde. “Sem monitoramento e avaliação caminhamos de olhos vendados. Precisamos de profissionais capacitados para produzir e interpretar informações que orientem decisões e aprimorem as políticas públicas”, afirmou.

Após a sessão de abertura, os participantes acompanharam a aula inaugural ministrada pela professora emérita do ISC/UFBA, Lígia Maria Vieira da Silva, uma das principais referências brasileiras no campo da avaliação de políticas e programas de saúde.
Em sua exposição, intitulada “Avaliação de políticas: espaços, planos e utopias”, a pesquisadora apresentou um panorama histórico e conceitual da avaliação em saúde, discutindo a evolução das abordagens metodológicas e os desafios contemporâneos do campo.
A professora destacou que a avaliação ocupa um espaço de interseção entre a pesquisa acadêmica, a gestão pública e as práticas dos serviços de saúde. Lígia também ressaltou a importância de articular rigor metodológico, análise crítica e compromisso com o interesse público, destacando que a avaliação pode contribuir para aprimorar políticas, qualificar a gestão e fortalecer o SUS.
O encontro também abriu espaço para debate com os estudantes, que discutiram temas como uso de inteligência artificial na saúde, comunicação científica e desafios para a produção e utilização de evidências na gestão pública.
Com a nova turma, o ISC/UFBA reafirma seu compromisso histórico com a formação de profissionais e pesquisadores capazes de produzir conhecimento e contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e do Sistema Único de Saúde.
O evento contou com acessibilidade em Libras e está disponível no canal do ISC no Youtube (link abaixo).







