O Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) realiza, na próxima sexta-feira (18), mais uma sessão do Saúde Coletiva em Debate, com o tema “Uso de dados e indicadores para monitorar e avaliar a situação de saúde no Brasil: a experiência da RIPSA”. O encontro acontece às 10h, no Auditório do ISC/UFBA.

A sessão pretende contribuir para o debate sobre o uso de dados produzidos rotineiramente pelos setores governamentais para o monitoramento e a avaliação da situação de saúde no país. Entre os temas estão os desafios para a produção de indicadores válidos, confiáveis e comparáveis entre os municípios brasileiros, além do papel dessas informações no apoio à tomada de decisão e à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Coordenado pela professora Maria Yury Travassos Ichihara, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz-Bahia) e do ISC/UFBA, o encontro reunirá pesquisadores e gestores envolvidos com a produção, análise e utilização de indicadores de saúde.

RIPSA: experiência de institucionalização do monitoramento em saúde

Um dos destaques da sessão será a apresentação da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA), iniciativa que reúne instituições e especialistas para promover a produção, organização, qualificação e disseminação de informações necessárias ao conhecimento e ao acompanhamento da situação de saúde da população brasileira.

O secretário substituto da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) do Ministério da Saúde, Paulo Sellera, participará remotamente e abordará o histórico da RIPSA, o processo de construção de indicadores e as estratégias de disseminação da informação, incluindo a experiência da RIPSA 2026.

A proposta é discutir como a produção sistemática de informações pode fortalecer a capacidade do país de acompanhar mudanças no perfil epidemiológico e nas condições de saúde da população, oferecendo subsídios para o planejamento e a avaliação das políticas públicas.

Participação e construção coletiva de indicadores

A professora Débora Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também participará remotamente da sessão. Coordenadora do Grupo de Trabalho de Fatores de Risco, ela discutirá o processo participativo de construção de indicadores, tendo como referência a experiência do chamado Livro Verde da RIPSA.

A discussão coloca em evidência um dos desafios centrais do monitoramento em saúde: além de dispor de grandes volumes de dados, é necessário definir coletivamente quais informações são relevantes, como devem ser organizadas e quais indicadores são capazes de representar adequadamente os fenômenos que se pretende acompanhar.

Monitoramento das desigualdades em saúde

A coordenadora da sessão, Maria Yury, abordará o foco do monitoramento das desigualdades em saúde no contexto brasileiro. A discussão amplia a perspectiva sobre o uso de indicadores, destacando a importância de produzir informações capazes de revelar diferenças nas condições de saúde entre grupos e territórios.

Para a Saúde Coletiva, a disponibilidade e a qualidade dos dados são fundamentais não apenas para conhecer a situação de saúde da população, mas também para identificar desigualdades e orientar políticas públicas mais adequadas às diferentes necessidades existentes no país.

A sessão será moderada por Luci Scheffer, do Departamento de Monitoramento e avaliação em Saude (DEMAS) da Seidigi/Ministério da Saúde e da Secretaria Executiva da Ripsa.